Um separador magnético de ferro consegue remover todos os minerais de ferro do minério de ouro? Não. A resposta depende das propriedades magnéticas, do tamanho das partículas e do grau de liberação dos minerais presentes. Uma planta de lavagem de ouro com separador magnético de ferro pode remover materiais fortemente magnéticos, como a magnetita, mas minerais portadores de ferro fracamente magnéticos ou praticamente não magnéticos podem exigir equipamentos diferentes ou processamento adicional. A questão prática não é se um separador consegue remover “ferro”, mas quais partículas portadoras de ferro ele consegue remover sem levar ouro em excesso junto com elas.
A magnetita é fortemente magnética e, quando está suficientemente liberada, pode ser recuperada com um separador magnético de baixa intensidade. Isso torna a separação magnética útil para reduzir a areia preta rica em magnetita antes de uma etapa final de limpeza do ouro. Mesmo assim, a remoção não é automaticamente completa: parte da magnetita pode estar inclusa em outras partículas, ser arrastada por taxas de alimentação excessivas ou ficar encoberta pela polpa e por materiais arrastados.
A hematita e a goethita são, em geral, fracamente magnéticas. Dependendo de suas características e do tamanho das partículas, a separação de alta intensidade pode recuperar parte delas, mas não se deve presumir que um separador de magnetita fará o mesmo trabalho. A pirita contém ferro, mas normalmente não é tratada como um mineral fortemente magnético. O ferro também pode ocorrer em silicatos e outros minerais cuja resposta magnética é fraca ou variável demais para uma remoção magnética simples.
Essa distinção é importante quando uma especificação exige a “remoção de ferro”. Isso significa remover areia preta magnética, reduzir o teor total de ferro em um concentrado ou separar um sulfeto portador de ferro associado ao ouro? São objetivos diferentes e podem levar a fluxogramas de processo distintos.
Um separador magnético atua sobre partículas, não sobre elementos individuais dentro delas. Se o ouro livre estiver fisicamente ligado à magnetita, a partícula combinada poderá ser direcionada para a fração magnética. O ouro fino também pode ficar mecanicamente preso em uma massa de concentrado magnético. Portanto, um produto não magnético com aparência mais limpa não comprova uma recuperação de ouro melhor.
O problema inverso também ocorre. Quando os minerais de ferro permanecem associados ao quartzo, aos sulfetos ou a outras impurezas, a partícula pode não apresentar uma resposta magnética suficientemente forte para ser removida. Uma moagem mais fina pode melhorar a liberação em alguns minérios, mas aumenta os custos e pode gerar partículas finas mais difíceis de recuperar por gravidade. Para um depósito aluvionar fluvial, a britagem pode ser desnecessária; para um minério de rocha dura, a lavagem, por si só, dificilmente liberará o ouro preso no mineral hospedeiro.
A textura do minério deve determinar a próxima etapa. Se o ouro estiver encapsulado em sulfetos, descartar simplesmente uma fração portadora de ferro também pode resultar no descarte do ouro. Nesse caso, a microscopia, a análise mineralógica e os ensaios de teor de ouro em frações separadas são mais úteis do que avaliar uma amostra pela cor.
Para materiais aluvionares, uma sequência típica pode incluir lavagem, peneiramento, concentração gravimétrica e, em seguida, limpeza magnética de um fluxo menor de concentrado. Processar o concentrado, em vez de toda a alimentação dragada, pode reduzir a carga de trabalho do separador magnético e facilitar a inspeção de seu produto. Isso não elimina a necessidade de verificar as perdas de ouro na fração magnética.
A preparação a montante costuma ser o fator limitante. Torrões de argila podem ocultar ouro fino e levar material valioso para o material retido na peneira ou para os rejeitos. Um trommel precisa oferecer ação de lavagem e tempo de residência suficientes para a alimentação específica; somente as aberturas da peneira não garantem que o minério esteja limpo. Partículas muito finas, densidade excessiva da polpa e taxas de alimentação instáveis também podem alterar o desempenho do separador.
Em uma operação em leito de rio, a Draga de areia com corrente de caçambas é um exemplo de unidade de escavação e classificação a montante, não uma garantia de separação magnética ou de recuperação de ouro. Sua corrente de caçambas eleva os sedimentos, enquanto um trommel de camada simples ou dupla classifica a alimentação. Os modelos disponíveis têm capacidades nominais de 50 a 300 m³/h; ainda é necessário determinar a alimentação efetiva do separador a jusante com base na configuração selecionada, na carga de sólidos e nas condições operacionais. A Qingzhou Yongli Mining And Dredging Machinery Co., Ltd., fundada em 1997, fornece equipamentos de dragagem e processamento mineral e pode desenvolver configurações adequadas ao material processado.
Um ímã instalado antes da concentração gravimétrica pode reduzir a carga magnética, mas também gera um fluxo de descarte antecipado que precisa ser verificado quanto à presença de ouro. Instalá-lo depois da concentração gravimétrica geralmente restringe essa decisão a uma massa menor. A melhor localização depende das associações minerais, do layout da planta e de o produto magnético ser reprocessado ou descartado.
Comece com amostras representativas da área e da profundidade de mineração previstas, incluindo variações no teor de argila, na proporção de material grosso e no teor de areia preta. Uma única amostra conveniente pode ser útil para um teste inicial, mas é uma base fraca para dimensionar equipamentos. Peneire ou classifique a amostra por tamanho, conforme apropriado, identifique os principais minerais portadores de ferro e determine onde o ouro ocorre.
Realize testes magnéticos com o tamanho de alimentação e as condições de sólidos previstos; em seguida, pese e analise o teor dos produtos magnético e não magnético. Se for proposto um circuito gravimétrico, teste a sequência combinada, em vez de avaliar o ímã isoladamente. Analise em conjunto pelo menos três resultados: a remoção de ferro ou do mineral-alvo, a distribuição do ouro entre os produtos e a massa de material que requer tratamento adicional. Um alto índice de remoção tem valor limitado se o produto magnético contiver perdas inaceitáveis de ouro.
Para comparações significativas, registre o tipo de separador, o ajuste do campo ou as condições operacionais, a taxa de alimentação, a distribuição granulométrica e as condições da polpa. A repetibilidade é mais importante do que um único resultado atraente. Confirme com o laboratório os métodos de amostragem e análise e estabeleça limites de aceitação específicos para o projeto antes de selecionar os equipamentos; não existe um ajuste universal de separação magnética que garanta a remoção de todos os minerais de ferro de qualquer minério de ouro.
O projeto final também deve permitir a coleta de amostras do produto magnético durante a operação. Se esse fluxo for tratado como rejeito sem verificações de rotina, uma mudança na mineralogia da alimentação pode transformar uma etapa aparentemente eficiente de remoção de ferro em um ponto de perda de ouro não detectado.